Lenda 1 de Maio

Lenda 1 de Maio

O Rei Herodes descobriu que a Sagrada Família estava a pernoitar numa pequena aldeia, na sua fuga para o Egipto. Por isso, ordenou que quando alguém descobrisse em que casa estava escondido o Menino Jesus, pendurasse um ramo de giestas na porta para os soldados identificassem a casa.

Durante a noite, por milagre, um anjo decorou todas as casas com giestas e, quando os soldados chegaram, não conseguiram saber em que casa estava o Menino Jesus.

Noutros locais conta-se que Maria, no caminho para o Egipto, foi colocando giestas ao longo do percurso para saber mais tarde por onde regressar.

Há ainda outras versões que relatam que a Sagrada Família vivia numa casa junto a uma giesteira, com a porta enfeitada por estas flores.

Podem ser estas algumas das razões que levam a que, em muitas localidades, fossem colocados ramos de giestas nas portas para não deixar o diabo ou outros males entrarem.

Há ainda outra associação à fertilidade para o novo ciclo agrícola. É neste contexto que surge a tradição de, no dia 1 de Maio, procurar giestas pelos campos, fazer grandes festas em grupo que terminam com um piquenique, onde era obrigatório um tacho de ervilhas.

Outros relatos remetem para as Maias, meninas donzelas que se vestiam de branco, traziam coroas de flores e se sentavam à porta das casas.

Cá pelas nossas terras algarvias, ainda hoje, arranjam-se grandes bonecas feitas com centeio, farelo e trapos, que depois se vestem. Isolados ou em casal, ficam sentados e a segurar no regaço ramos e frutos da região.

Hoje são também uma forma de crítica social ou de representação da vida quotidiana. Nestes dias, haverá algumas na nossa vila.