Lenda Sitio da Mulher Morta

Lenda Sitio da Mulher Morta

Conta a lenda que…
A Quinta-Feira de Ascensão sempre foi dia de fervor religioso. 40 dias após o Domingo de Páscoa, celebra a subida de Jesus ao céu e manda a tradição que tal data seja vivida com a devida reverência, tanto que “nem os passarinhos bolem nos ninhos”.
Existia uma mulher por estas bandas, muito senhora de si e pouco dada às festividades religiosas, que decidiu passar o dia como todos os outros dando conta das lides domésticas, como ir lavar o enxoval da família à ribeira – que corre perto da Pereira e que vem desaguar ao rio da Mexilhoeira.
Uma amiga bem que avisou:
– Ó comadre, você vai à ribeira lavar hoje num dia tão santo?”
Mas a mulher fez-lhe ouvidos moucos e teimou em seguir caminho…
Nunca mais ninguém a viu.
Dizem os mais velhos que foi punição divina e que desde então, todos os anos, naquela data e, sobretudo, à hora da missa ouve-se junto àquela ribeira um som seco semelhante à roupa a bater na pedra. E assim ficou o lugar para sempre conhecido pelo “Sítio da Mulher Morta”.
Em Portugal, na Galiza e nas Astúrias, contam-se histórias de míticas “Bruxas Lavadeiras” que surgem à noite, nas margens dos rios, vestidas de branco a lavar roupa na pedra. Coincidência?