
Do talhe da pedra ao pão ázimo, o passado ganha vida
Do talhe da pedra ao pão ázimo, o passado ganha vida
A Mexilhoeira Grande… quando a Cultura Sai à Rua
Alcalar, com os seus Monumentos Megalíticos, no interior da nossa freguesia, é um espaço que contém um rico passado.
Dinamizado pelo Museu de Portimão, nosso parceiro nesta rubrica, este centro interpretativo foi a casa de uma comunidade pré-histórica que, ali encontrou refúgio e condições para se desenvolver.
Muito se fazia por ali para garantir a sobrevivência do povo. Da caça à ornamentação, por muitos anos, aquela comunidade foi deixando a sua marca. Vestígios que ficaram, alguns deles, até aos dias de hoje.
Outros, estavam escondidos, mas foram descobertos através de diversas campanhas de investigação. É através desses vestígios e desses registos que o Museu de Portimão recria o quotidiano de há cinco mil anos.
Será já este sábado, dia 9 de maio, entre as 10h00 e as 18h00. O evento “Um Dia na Pré-História”, que celebra 20 anos em 2026 e está integrado nas comemorações do 18.º aniversário do Museu, tem entrada livre e é um convite às famílias e à comunidade para partir à descoberta do nosso passado.
O dia ficará marcado por um conjunto diversificado de ateliês práticos e didáticos, para todas as idades, que levam os visitantes a “vestir a pele” da comunidade pré-histórica que habitou no local.
Ao longo do sábado haverá, portanto, demonstrações de talhe lítico, fabrico de ferramentas e pontas de seta, construção de flechas, técnicas de perfuração de contas de colar, fabrico de cerveja pré-histórica, produção de instrumentos agrícolas e adornos, transporte de grandes monólitos e moagem, bem como uma oficina de gravura inspirada nos padrões gráficos das placas de xisto.
Em simultâneo, a arqueologia experimental, vertente que assume um papel central na programação, permitirá aos visitantes assistir e participar em demonstrações de preparação e confeção de alimentos segundo os modos de vida da Pré-História, com uma equipa especializada a recorrer exclusivamente a instrumentos e técnicas ancestrais para a produção de fogo e a preparação de alimentos sem recurso a utensílios modernos.
Para recriar um ambiente da época, para além das equipas do Museu, participam também o Grupo de Teatro e o Núcleo Musical da Escola Básica e Secundária da Bemposta contribuindo com propostas de animação, que pretendem enriquecer a dimensão pedagógica e interpretativa do evento.
Este ano, o programa inclui ainda visitas orientadas pelos arqueólogos Rui Parreira e Elena Morán, responsáveis pela escavação e estudo do sítio arqueológico. Decorrem às 11h00, às 15h00 e 16h30, com ponto de encontro na entrada do edifício do Centro Interpretativo de Alcalar, onde deverão também ser efetuadas as marcações.
A recriação é organizada pelo Município de Portimão, através da Divisão de Museus e Património e com a colaboração da Unidade de Cultura da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, das Juntas de Freguesia de Portimão, de Alvor e da Mexilhoeira Grande, a par do Grupo de Amigos do Museu de Portimão.
É um dia de experiências recriadas, tendo como base diversos resultados de estudos científicos realizados no território alcarense por equipas de investigação das Universidades de Estugarda (Alemanha) e Córdoba (Espanha), bem como pelo Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.
O convite é para visitar e participar para conhecer de forma original e lúdica um dos tesouros patrimoniais da nossa freguesia, que é um símbolo da nossa história e da nossa identidade.

